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Estadão: Bolsas da Europa caem com preocupações sobre IA e possível alta de juros por Fed e BoE
As bolsas da Europa fecharam em queda nesta sexta-feira, 6, pelas incertezas relacionadas à inteligência artificial e dos data centers, diante da vitória democrata na Câmara e no Senado dos EUA. O mercado também digere a possibilidade de um novo aumento dos juros pelo Fed, após o payroll, e pelo Banco da Inglaterra.
Em Londres, o FTSE 100 caiu 1,01%. Em Frankfurt, o DAX cedeu 2,02%. Em Paris, o CAC 40 teve queda de 0,81%. Em Milão, o FTSE MIB recuou 0,90%. Em Madri, o Ibex 35 perdeu 0,85%. Em Lisboa, o PSI 20 caiu 0,07%.
As bolsas da Europa fecharam em queda nesta sexta-feira, 6, enquanto investidores ponderam as incertezas relacionadas ao futuro da inteligência artificial (IA) e dos data centers diante da vitória democrata na Câmara e no Senado dos EUA. O mercado também digere a possibilidade de um novo aumento dos juros pelo Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano), após o relatório de emprego dos Estados Unidos (payroll), e pelo Banco da Inglaterra (BoE, na sigla em inglês).
Em Londres, o FTSE 100 caiu 1,01%, a 10.673,94 pontos. Em Frankfurt, o DAX cedeu 2,02%, a 25.794,12 pontos. Em Paris, o CAC 40 teve queda de 0,81%, a 8.139,00 pontos. Em Milão, o FTSE MIB recuou 0,90%, a 50.052,96 pontos. Em Madri, o Ibex 35 perdeu 0,85%, a 19.319,50 pontos. Em Lisboa, o PSI 20 caiu 0,07%, a 9.476,73 pontos. As cotações são preliminares.
Após a forte liquidação na véspera, as ações ligadas ao setor de IA buscaram recuperação, apesar da recente fragilidade, e a holandesa ASML avançou 2,3%, enquanto sua concorrente de menor porte, a ASM International, teve alta de 1,7%. Para o Deutsche Asset Management, ainda não está claro se a expansão dos data centers será, de fato, prejudicada - apenas por conta da eleição de meio de mandato nos EUA - na proporção que o mercado precificou nos últimos dois dias, já que muitos projetos já enfrentavam entraves.
A Air France-KLM estendeu a alta e subiu 7,2%, o que cooperou para o avanço de outras ações do setor: a Lufthansa e a Ryanair subiram 3% e 1%, na mesma ordem. O movimento acontece apesar de mais onda de ameaças a voos no continente europeu.
Papéis relacionados à saúde, por outro lado, demonstraram fraqueza diante de uma onda de vendas global do setor. As britânicas AstraZeneca e GSK, assim como a francesa Sanofi, registraram perdas de 1%, assim como a suíça Novartis. Em análise, o Swissquote Bank destaca que a onda de vendas motivada pela aversão ao risco atinge todos os segmentos do mercado, prejudicando as ações do setor de saúde.
Paralelamente, o economista-chefe do BoE, Huw Pill, afirmou que a decisão de elevar a taxa básica de juros teve caráter preventivo e destacou que as próximas decisões serão tomadas com base nos dados.