Mural de noticias da Alpha Fintec
TNOnline: Ibovespa cai pela 4ª vez seguida com receio sobre agenda fiscal de Lula
O receio do mercado em relação à continuidade de uma agenda fiscal expansionista por Lula levou o Ibovespa a acumular queda pelo quarto pregão consecutivo, com recuo de 1,06%, aos 169.186,42 pontos. Na semana, as perdas já somam 17,5%; no mês, a baixa é de 9,2%. Na reta final do pregão, o índice se afastou das mínimas diante das especulações em torno de uma possível nova composição para o Ministério da Fazenda.
O receio do mercado em relação à continuidade de uma agenda fiscal expansionista pelo novo governo Lula levou o Ibovespa a acumular queda pelo quarto pregão consecutivo, operando na faixa dos 169 mil pontos. Na reta final do pregão, porém, o índice se afastou das mínimas em 168 mil pontos diante das especulações em torno de uma possível nova composição para o Ministério da Fazenda.
Ao longo da tarde, o Ibovespa cedeu até os 168.765,35 pontos (-1,31%), mas apresentou relativa melhora no fechamento, com recuo de 1,06%, aos 169.186,42 pontos. Na semana até agora, as perdas já somam 17,5%; no mês, a baixa é de 9,2%. O tombo desde a definição do segundo turno das eleições já fez o índice devolver parte relevante da alta no ano, agora em 5%. O giro financeiro do dia foi de R$ 31 bilhões, dentro da média.
A notícia divulgada pela CBN de que Lula planeja uma viagem ao Piauí para convidar o governador reeleito do Estado, Rafael Fonteles, para ocupar o cargo de ministro da Fazenda trouxe alívio às ações, assim como se viu no mercado de juros e câmbio.
"O mercado está tentando se apegar a algum sinal de como será a parte econômica do governo Lula e o Fonteles, um matemático, de certa forma, quando foi secretário de finanças do Piauí, fez um trabalho adequado", afirma o head de renda variável da Veedha Investimentos, Rodrigo Moliterno. "O mercado se apega ao fato de que ele é um nome melhor e pode ter algum tipo de carta branca."
A despeito disso, operadores e analistas reforçam que o cenário é de incerteza e pouca confiança, por ora, de que o governo terá uma agenda mais fiscalista, sobretudo com declarações recentes de membros do governo. Foi o caso do ministro da Secretaria Geral da Presidência, Guilherme Boulos, que disse, em postagem nas redes sociais, que "quem está defendendo que Lula faça ajuste fiscal, cortando gastos em políticas sociais, não entendeu nada do que foi essa eleição."
"Ao longo desta semana, o Ibovespa acumulou uma desvalorização diante da ausência de sinais claros do governo sobre o controle das contas públicas e a trajetória do déficit fiscal. Até o momento, as discussões têm se concentrado em alternativas para ampliar a arrecadação por meio de impostos, o que aumenta a incerteza e afeta a confiança dos investidores", afirma o head da mesa de operações da Moneycorp, João Oliveira.
Para o sócio e head de renda variável da Grand Capital Invest, Roberto Moura, o mercado "ainda busca um ponto de equilíbrio" após um forte fluxo vendedor provocado pelo fechamento de posições e por resgates. A incerteza sobre as próximas decisões de política monetária pelo Banco Central também pesa, sobretudo com a redução das apostas em corte de juros que começam a entrar no jogo.
Segundo Moura, o movimento encontra paralelo na redução de exposição da GQG Partners a ações brasileiras nos últimos meses, como a Petrobras, investimento relevante da asset, em meio a fortes resgates na gestora. Para ele, episódios desse tipo ajudam a mostrar como vendas institucionais de grande porte podem manter pressão sobre os preços por algum tempo, mesmo sem uma mudança equivalente nos fundamentos.