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UOL: Bolsas da Europa fecham em queda com petróleo em alta , balanços e Fed no radar
As bolsas europeias fecharam majoritariamente em queda nesta quarta-feira, 29, pressionadas pela nova alta do petróleo após a escalada das tensões no Oriente Médio e pela fraqueza das ações de tecnologia e semicondutores, com os investidores cautelosos antes da decisão de política monetária do Federal Reserve. Em Londres, o FTSE 100 fechou em alta de 0,34%. Em Frankfurt, o DAX caiu 0,06%. Em Paris, o CAC 40 perdeu 0,60%. Em Milão, o FTSE MIB recuou 0,49%. Em Madri, o Ibex 35 caiu 1,71%. Em Lisboa, o PSI 20 perdeu 0,93%.

As bolsas europeias fecharam majoritariamente em queda nesta quarta-feira, 29, pressionadas pela nova alta do petróleo após a escalada das tensões no Oriente Médio e pela fraqueza das ações de tecnologia e semicondutores. Investidores também acompanharam uma intensa rodada de balanços corporativos e adotaram postura cautelosa antes da decisão de política monetária do Federal Reserve (Fed), enquanto resultados de empresas provocaram fortes oscilações setoriais.

Em Londres, o FTSE 100 fechou em alta de 0,34%, a 10.908,41 pontos. Em Frankfurt, o DAX caiu 0,06%, a 25.448,76 pontos. Em Paris, o CAC 40 perdeu 0,60%, a 8.408,27 pontos. Em Milão, o FTSE MIB recuou 0,49%, a 51.443,11 pontos. Em Madri, o Ibex 35 caiu 1,71%, a 19.390,30 pontos. Em Lisboa, o PSI 20 perdeu 0,93%, a 9.049,41 pontos. As cotações são preliminares.

A retomada dos ataques entre Irã e Estados Unidos impulsionou o petróleo e reduziu o apetite por risco. Para o ING, os novos desdobramentos esfriam as expectativas de uma rápida desescalada no Golfo Pérsico. Em paralelo, o mercado também aguarda a decisão do Fed em busca de sinais sobre os próximos passos da política monetária americana.

Entre os destaques corporativos, a Kering disparou 15,7% após resultados acima das expectativas e sinais de melhora da Gucci, com analistas do RBC Capital Markets e da Bernstein vendo avanço na recuperação da marca. Na direção oposta, a Hermès tombou 11,6% depois de números que frustraram investidores ao reforçar a fraqueza da demanda na China, aponta o Citi.

O CaixaBank cedeu 6,8%, apesar de lucro acima do esperado, ao manter suas projeções para o ano. Entre as petroleiras, Shell (+2,7%) e BP (+3,7%) foram beneficiadas pela valorização do petróleo.

Já o setor de tecnologia (-0,4%) permaneceu sob pressão, com perdas de ASML (-2,1%), ASM International (-4,5%) e Infineon (-5,8%) contribuindo para limitar o desempenho dos principais índices europeus. A Tickmill avaliou que a pressão sobre empresas de semicondutores mostra que investidores passaram a exigir evidências mais concretas de crescimento dos lucros e da demanda ligada à inteligência artificial (IA).