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TNOnline: Bolsas da Ásia fecham em baixa, após cúpula Xi-Trump terminar sem avanços
As bolsas asiáticas fecharam em baixa nesta sexta-feira, após a cúpula de dois dias entre os presidentes dos EUA, e da China, em Pequim, terminar sem resultados concretos. O índice Kospi caiu 6,12% em Seul. O Nikkei recuou 1,99% em Tóquio. O Hang Seng cedeu 1,62% em Hong Kong. O Taiex perdeu de 1,39% em Taiwan. Na China, o índice de Xangai cedeu 1,02%, e o de Shenzhen caiu 0,88%. Na Oceania, o S&P/ASX 200 fechou em baixa de 0,11%, em Sydney.
As bolsas asiáticas fecharam em baixa nesta sexta-feira, com a de Seul tombando após tocar uma nova máxima intradiária, depois que a cúpula de dois dias entre os presidentes dos EUA, Donald Trump, e da China, Xi Jinping, em Pequim, terminou sem resultados concretos.
O índice sul-coreano Kospi caiu 6,12% em Seul, a 7.493,18 pontos, depois de superar pela primeira vez a barreira dos 8 mil pontos durante o pregão. Pesaram no Kospi as ações das fabricantes de semicondutores Samsung Electronics (-8,61%) e SK Hynix (-7,66%).
Em negociações com seu sindicato nesta semana, a Samsung não conseguiu chegar a um acordo sobre como distribuir seus lucros expressivos em meio ao boom da inteligência artificial (IA). Os trabalhadores sindicalizados exigem que a empresa destine 15% do lucro operacional a bônus. Caso contrário, ameaçam entrar em greve de 21 de maio a 7 de junho.
Em outras partes da Ásia, o japonês Nikkei recuou 1,99% em Tóquio, a 61.409,29 pontos, o Hang Seng cedeu 1,62% em Hong Kong, a 25.962,73 pontos, e o Taiex registrou perda de 1,39% em Taiwan, a 41.172,36 pontos.
Na China continental, o Xangai Composto teve queda de 1,02%, a 4.135,39 pontos, e o menos abrangente Shenzhen Composto caiu 0,88%, a 2.861,46 pontos.
O presidente americano, Donald Trump, encerrou hoje sua visita à China, após uma série de reuniões com Xi que trataram de temas como o comércio bilateral, a ampliação da cooperação econômica e Taiwan. Investidores acompanham atualizações sobre eventuais acordos comerciais em áreas como soja, carne bovina e aviões americanos.
Apesar do otimismo em relação às relações entre EUA e China, alguns analistas defendem que quaisquer anúncios devem ser recebidos com cautela. "Acordos de manchete devem ser encarados com um grau saudável de ceticismo", escreveram Leahy Fahy e Julian Evans-Pritchard, economistas da Capital Economics, em nota.
Eles lembram que vários projetos e investimentos prometidos em acordos entre EUA e China na última visita de Trump ao país, em 2017, não se materializaram, já que as tensões entre Washington e Pequim se intensificaram rapidamente nos anos seguintes.
Trump também disse, em entrevista, que a China poderá voltar a comprar petróleo dos EUA, mais de um ano depois de Pequim praticamente interromper as importações de petróleo bruto americano, em resposta às tarifas comerciais impostas pela Casa Branca no ano passado.
O impasse diplomático entre EUA e Irã, que mantém os preços do petróleo elevados, também pesou no apetite por risco nos negócios da Ásia.
Na Oceania, a bolsa australiana ficou igualmente no vermelho, com leve baixa de 0,11% do S&P/ASX 200 em Sydney, a 8.630,80 pontos.