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TNOnline: Com risco geopolítico, Ibovespa cai mais de 2%, no menor nível desde 30/3
Com a retomada da aversão a risco geopolítico, o Ibovespa cedeu hoje 2,38%, aos 183.218,26 pontos, com o petróleo voltando a mostrar volatilidade ao longo do dia, reduzindo o ritmo de perdas ainda no início da tarde e os juros dos Treasuries passaram a subir, batendo máximas intradia, ante a persistência de incertezas sobre um acordo entre EUA e Irã. O giro financeiro foi a R$ 32,1 bilhões na sessão. Na semana e no mês, o índice recua 2,19%, limitando o avanço do ano a 13,71%.

Com a retomada da aversão a risco geopolítico, o Ibovespa teve hoje a sua maior perda diária desde 12 de março (-2,55%), ao ceder 2,38%, aos 183.218,26 pontos, agora no menor nível de fechamento desde 30 de março. O giro financeiro foi a R$ 32,1 bilhões na sessão. Na semana e no mês, o índice da B3 recua 2,19%, limitando o avanço do ano a 13,71%.

Uma análise confidencial da CIA entregue a autoridades do governo Trump esta semana conclui que o Irã pode sobreviver ao bloqueio naval dos EUA por pelo menos três a quatro meses antes de enfrentar dificuldades econômicas mais severas. A análise também descobriu que Teerã mantém mísseis balísticos, com cerca de 75% de seus inventários de lançadores móveis de antes da guerra e cerca de 70% de seus estoques de mísseis anteriores ao conflito. E, segundo a imprensa americana, Teerã emitiu novas regras para navegação no Estreito de Ormuz.

Com os últimos desdobramentos na região, o petróleo voltou a mostrar volatilidade ao longo do dia. A commodity reduziu o ritmo de perdas ainda no início da tarde e os juros dos Treasuries passaram a subir, batendo máximas intradia, ante a persistência de incertezas sobre um acordo entre EUA e Irã. Segundo a imprensa americana, Teerã emitiu novas regras para navegação no Estreito de Ormuz.

O petróleo WTI para junho, negociado em Nova York, fechou em baixa de 0,28% (US$ 0,27), a US$ 94,81 o barril, enquanto o Brent para o mesmo mês, em Londres, caiu 1,19% (US$ 1,21), a US$ 100,06 o barril.

A commodity chegou a virar para o positivo depois que o jornal The Wall Street Journal informou que Arábia Saudita e Kuwait suspenderam as restrições impostas ao uso pelos EUA de suas bases e espaço aéreo, levando o governo Trump a buscar a retomada da operação de escolta de navios comerciais no Estreito de Ormuz. Pouco depois, entretanto, circularam no mercado informações atribuídas à Al Jazeera, a partir de uma fonte militar americana, dando conta de que a notícia veiculada pelo Wall Street Jornal estaria incorreta.

Em Nova York, os principais índices de ações fecharam o dia em baixa de 0,63% (Dow Jones), 0,38% (S&P 500) e 0,13% (Nasdaq), após tanto o amplo S&P 500 como o tecnológico Nasdaq terem renovado recordes de fechamento no dia anterior.

Na B3, a correção desta quinta-feira se espalhou pelas principais blue chips, com destaque para Petrobras (ON -1,88%, PN -2,22%), que superaram o ajuste do petróleo na sessão. Principal ação do Ibovespa, Vale ON caiu 1,43% e, entre os maiores bancos, as perdas chegaram a 3,25% em Bradesco ON e a 3,89% na PN, após o balanço do primeiro trimestre, divulgado na noite da quarta-feira.

"Certa frustração com os números do Bradesco, um dos pesos-pesados do Ibovespa, derrubou não apenas os papéis do banco, como também impactou as ações do setor como um todo, que tem relevância enorme no índice", resume Bruno Perri, economista-chefe, estrategista e sócio-fundador da Forum Investimentos. "Isso posto, apesar de operar com o mesmo sinal do exterior, podemos dizer que o desempenho da bolsa brasileira hoje esteve mais ligado a eventos corporativos domésticos e ao impacto da queda do petróleo nos preços das ações do setor."

Na ponta ganhadora do Ibovespa, Smart Fit (+11,66%), Totvs (+9,46%) e Minerva (+3,78%). No lado oposto, Vamos (-7,48%), Axia (-6,48%) e Rede D'Or (-6,47%).