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Infomoney: Ibovespa hoje tem dia histórico e fecha no maior patamar de todos os tempos
Sextou! E não é um sextou qualquer: é um sextou com recordes e mais recordes no Ibovespa. O índice subiu hoje 1,86%, aos 178.858,54 pontos, um ganho de 3.269,19 pontos, ficando pela primeira vez acima dos 178 mil! Na máxima do dia, foi além e marcou a nova máxima histórica do Ibov, com 180.532,28 pontos, ultrapassando pela primeira vez os 180 mil. Tem mais: na semana, acumulou ganhos de 8,53%, a melhor semana desde a primeira de abril de 2020, quando registrou alta de 11,71%.

Sextou! E não é um sextou qualquer: é um sextou com recordes e mais recordes no Ibovespa. O índice subiu hoje 1,86%, aos 178.858,54 pontos, um ganho de 3.269,19 pontos, ficando pela primeira vez acima dos 178 mil! Na máxima do dia, foi além e marcou a nova máxima histórica do Ibov, com 180.532,28 pontos, ultrapassando pela primeira vez os 180 mil. Tem mais: na semana, acumulou ganhos de 8,53%, a melhor semana desde a primeira de abril de 2020, quando registrou alta de 11,71%.

E recordes são para ser comemorados, brindados. Com tanto fluxo estrangeiro entrando na Bolsa brasileira, só poderia dar nisso: os investidores gringos foram os principais compradores de ações brasileiras neste início de ano, com R$ 12,3 bilhões já aportados apenas em janeiro — quase a metade de todo o ano passado.

Com o lucro garantido, qual foi a única preocupação dos investidores nesta semana? Claro que é a cenosilicafobia, um medo prudente em momentos festivos como este. Afinal, essa fobia é caracterizada pelo temor irracional de ver copos vazios, em especial de bebidas alcoólicas como a cerveja. Um brinde aos lucros, então.

E um brinde ao real, que, embora tenha se desvalorizado um pouco hoje, acumulou ganhos de 1,59% diante do dólar na semana. A moeda americana subiu nesta sexta 0,05%, a R$ 5,287. Os DIs (juros futuros) terminaram o dia em queda nos vértices mais longos.

Wall Street e Europa

Apesar dos efusivos brindes que devem ser feitos nesta sexta-feira por quem investiu em São Paulo, em Wall Street a coisa ficou mais modesta, com os principais índices fechando mistos e com pouca amplitude. Na Europa, a queda foi o tom do dia na maioria das Bolsas.

Isso porque as relações entre EUA e Europa não estão assim tão amigáveis a ponto de eles sentarem juntos numa mesa de bar e papearem sorridentemente. Há tensão. Na noite de quinta (22), o presidente dos EUA, Donald Trump, foi às redes sociais e voltou a atacar a OTAN, seus aliados de armas na Europa.

Trump, aliás, deu mais uma sacudida no mundo — daqui a pouco vão criar um termo para a fobia de o mandatário falar algo. Desta vez, voltou a mirar sua metralhadora giratória verbal para o Irã, dizendo que uma “armada” dos EUA está indo para a região. Bastou para os futuros do petróleo subirem novamente, depois de dias em queda. Há pouco o que comemorar por lá.

Mas, de volta à Europa, pelo menos com a retirada (temporária, será?) das ameaças de tarifas feitas por Trump contra o bloco, os países do Velho Continente disseram que vão suspender a retaliação, que chegaria a 93 bilhões de euros. Isso, sim, é motivo para o comércio internacional comemorar.

Toda a verborragia de Trump acabou levando o ouro a festejar a melhor semana desde 2008 e também a prata, que subiu a US$ 100 pela primeira vez. São os investidores buscando abrigo seguro.
Ibovespa acelera

Matheus Amaral, especialista em renda variável no Inter, resumiu o quadro geral na Bolsa brasileira: “Mantém o otimismo da véspera, com determinantes globais trazendo mais fluxo para emergentes, principalmente América Latina. O aumento da tensão entre EUA e Irã trouxe alta no petróleo. Fora isso, o fluxo do investidor global no Brasil beneficia as blue chips e, consequentemente, os bancos têm bom desempenho na sessão de hoje”.

A farra das altas deu o tom da festa no Ibovespa nesta sexta-feira: Vale (VALE3) ganhou amplos 2,46%, com o avanço do minério de ferro; a Petrobras (PETR4) subiu festivos 4,35%, com o impacto do petróleo lá em cima.

O petróleo ajudou, claro, as “petro juniores”, mas PRIO (PRIO3) teve outro motivo extra para subir alegres 4,91%: um banco elevou a recomendação da ação para compra e o preço da commodity compensou, neste caso, o rebaixamento de Petrorecôncavo (RECV3), que ainda assim terminou o dia com alta de 2,21%.

Outro banco elevou a recomendação de C&A (CEAB3) para compra, e a ação ganhou 2,43%.

Os bancos celebraram novos ganhos impactantes: BB (BBAS3) subiu elásticos 3,54%, Bradesco (BBDC4) acelerou 2,41%, Itaú Unibanco (ITUB4) brindou uma alta de 1,14% e Santander (SANB11) festejou mais 1,68%. A B3 (B3SA3) ganhou 1,28%.

Pouca gente ficou de fora da festa, mas teve quem não quis brindar. IRB (IRBR3) perdeu 0,90%, após registrar lucro líquido de R$ 27,3 milhões em novembro de 2025, abaixo dos R$ 67,1 milhões de outubro e também dos R$ 64,9 milhões apurados um ano antes. Axia Energia (AXIA3) também ficou no vermelho, sem ter o que comemorar hoje, com queda de 0,59%.

Fora do índice, mas não da festa dos ganhos, Azul (AZUL4) avançou 12,46%, ao informar que determinados credores e stakeholders concordaram em realizar um aporte adicional de US$ 100 milhões para apoiar a sua saída antecipada do Chapter 11. É para comemorar.

A próxima semana, a última de janeiro, vem com decisões sobre as taxas de juros no Brasil e nos EUA. Mas uma coisa de cada vez. Agora, é momento de deixar a cenosilicafobia de lado e brindar uma boa semana.