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TNOnline: Ibovespa fica perto da estabilidade, antes de Trump e das tarifas
O Ibovespa operou à espera do anúncio das tarifas recíprocas prometidas por Trump, naquilo que batizou ser o "Dia da Libertação" dos Estados Unidos. Segundo o presidente americano, as tarifas não serão "totalmente" recíprocas, mas serão duras com alguns países, e haverá uma tarifa mínima geral, de 10%. No fechamento, o Ibovespa avançou 0,03%, aos 131.190,34 pontos, com giro financeiro de R$ 22,3 bilhões nesta quarta-feira. Na semana, o índice recua 0,54% e, no mês, sobe 0,71%. No ano, avança 9,07%.
O Ibovespa operou em torno do zero a zero na maior parte da sessão, à espera do anúncio, previsto para as 17 horas, das tarifas recíprocas prometidas pelo presidente Donald Trump no que batizou como o "Dia da Libertação" dos Estados Unidos, "o dia de renascimento da indústria americana", conforme as palavras iniciais de Trump ao anunciar as medidas, em que confirmou a imposição da tarifa de 25% para os carros importados.
Segundo ele, já depois do fechamento da Bolsa, as tarifas não serão "totalmente" recíprocas, mas serão duras com alguns países - e haverá uma tarifa mínima geral, de 10%, que atingirá o Brasil.
Pouco antes, no fechamento, o índice da B3 mostrava leve ganho de 0,03%, aos 131.190,34 pontos, tendo oscilado entre mínima de 130.392,60 e máxima de 131.423,84 pontos, com abertura na sessão a 131.150,68 pontos. O giro financeiro ficou em R$ 22,3 bilhões nesta quarta-feira. Na semana, o Ibovespa recua 0,54% e, no mês, sobe 0,71% no agregado de apenas duas sessões. No ano, avança 9,07%.
"O mercado operou lateralizado, praticamente zerado no dia. Cenário internacional definiu a cautela, em cima da expectativa para as tarifas do Trump", resume Rubens Cittadin, operador de renda variável da Manchester Investimentos. "Essas tarifas podem trazer impacto tanto em relação à inflação quanto causar uma possível recessão, que é a maior preocupação do mercado global", aponta Leonardo Santana, sócio da Top Gain.
Apesar da cautela que prevaleceu na sessão, à espera da definição do assunto nesse fim de tarde, alguns nomes do setor bancário conseguiram se descolar, em alta, com destaque para Santander (Unit +1,69%) e Bradesco PN (+0,24%). Vale ON fechou em baixa (-0,45%), após ter lutado pela estabilidade em direção ao fechamento. Os dois papéis de Petrobras também cederam terreno, com a ON em baixa de 0,51% e a PN, de 0,27%. Na ponta perdedora do Ibovespa, CSN (-5,17%), Cogna (-3,24%), Brava (-2,78%) e CSN Mineração (-2,45%). No lado oposto, Pão de Açúcar (+15,84%), Magazine Luiza (+7,08%), Vamos (+7,00%) e Localiza (+3,85%).
O Federal Register, equivalente ao Diário Oficial nos EUA, deve publicar amanhã o documento assinado pelo presidente Donald Trump que prevê a imposição de tarifas de 25% sobre a importação de automóveis e peças automotivas, sob a alegação de riscos à segurança nacional. As novas taxas entram em vigor amanhã para veículos e em 3 de maio para peças. Segundo o texto, a tarifa de 25% será aplicada a veículos como sedãs, SUVs, picapes e vans, além de componentes como motores, transmissões e sistemas elétricos.
Os preços de novos carros nos Estados Unidos podem aumentar de US$ 2,5 mil a US$ 20 mil por conta da política tarifária do presidente Trump, dependendo de onde os veículos são feitos e de qual a origem das peças que os compõem, de acordo com relatório do Anderson Economic Group. "Há carros fabricados nos EUA que usam grandes quantidades de peças nacionais, que teriam aumentos de preço mais modestos, de US$ 2,5 mil a US$ 4,5 mil", explica o documento.