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TNOnline: Ibovespa toca os 131 mil e encerra no pico desde 28/10, em alta de 1,46%
O Ibovespa costurou o quarto ganho consecutivo, sua mais longa sequência vitoriosa desde agosto, quando estabeleceu sua máxima histórica mais recente, na casa dos 137 mil. Assim, no maior nível do ano pela segunda sessão seguida, e pela primeira vez superando os 130 mil em 2025, o Ibovespa encerrou a segunda-feira, 17, em alta de 1,46%, aos 130.833,96 pontos, com giro de R$ 23,1 bilhões. No mês, o índice avança 6,54% e, no ano, acumula ganho de 8,77%.
O Ibovespa costurou o quarto ganho consecutivo - sua mais longa sequência vitoriosa desde agosto, o mês em que estabeleceu sua máxima histórica mais recente, na casa dos 137 mil - e testou os 131 mil pontos no melhor momento da sessão, marca que não era tocada no intradia desde 7 de novembro. Assim, no maior nível do ano pela segunda sessão seguida, e pela primeira vez tocando e superando os 130 mil em 2025, o Ibovespa encerrou a segunda-feira, 17, em alta de 1,46%, aos 130.833,96 pontos, atingindo os 131.313,48 no pico desta segunda-feira.
O giro foi de R$ 23,1 bilhões na sessão, em que o Ibovespa saiu de abertura aos 128.959,10, nível quase equivalente à mínima do dia, aos 128.957,09 pontos.
No mês, o índice avança 6,54% e, no ano, acumula ganho de 8,77%. No fechamento desta segunda-feira, marcava o maior nível de encerramento desde 28 de outubro passado, então aos 131.212,58 pontos.
Neste começo de semana com deliberação sobre a Selic - espera-se nova alta de 100 pontos-base, que colocaria a taxa básica de juros a 14,25% ao ano, na quarta-feira -, o Ibovespa contou com apoio bem distribuído entre as blue chips, com destaque para Petrobras (ON +2,32%, PN +1,86%).
Os bancos também foram bem nesta abertura de semana, com Itaú (PN +3,00%) à frente. Vale ON, por sua vez, subiu 1,44%. Na ponta ganhadora, Vamos (+6,08%), Magazine Luiza (+5,63%) e Hapvida (+5,05%). No lado oposto, SLC Agrícola (-3,92%), B3 (-3,50%) e Natura (-3,16%).
"Há destravamento de valor no Ibovespa. Não há, no momento, tantas tensões políticas no radar, embora a questão fiscal permaneça presente. Vale e Petrobras têm contribuído para trazer força para o índice, mas as altas têm se mostrado bem distribuídas, embora a temporada de balanços do quarto trimestre, de forma geral, não tenha sido tão boa quanto a anterior para as empresas listadas", diz Rubens Cittadin, operador de renda variável da Manchester Investimentos, acrescentando que o Ibovespa estava muito "descontado", o que ampara a recuperação em curso.
Analistas têm apontado a possibilidade de uma rotação de ativos em curso, após o S&P 500 ter entrado em correção ante as máximas de fevereiro, o que explicaria a entrada de fluxo estrangeiro e a acomodação do câmbio em nível mais apreciado para o real. Nesta segunda-feira, o dólar à vista encerrou o dia em baixa de 0,99%, a R$ 5,6864. A curva de juros doméstica também tem se mostrado mais acomodada em relação aos excessos vistos especialmente no fim do ano passado.
Análise técnica do Itaú BBA aponta que a tendência de curto prazo ainda é indefinida para o Ibovespa, embora o índice pareça estar "a um passo de retomar a trajetória altista". Acima dos 129.600 pontos, a análise gráfica do Itaú BBA indica que o Ibovespa poderá buscar os 132.300 pontos, o que abriria caminho, posteriormente, para ir em direção aos 137.469 pontos - nível correspondente à mais recente máxima histórica, atingida durante a sessão de 28 de agosto passado.
"O principal driver do dia foi China, onde saíram dados econômicos melhores, além do possível anúncio de novos estímulos, que impactaram positivamente commodities, o carro-chefe da sessão", diz Rodrigo Marcatti, economista e CEO da Veedha Investimentos, destacando a ultrapassagem do importante marco dos 130 mil pontos pela primeira vez no ano.
"Mercado brasileiro tem mostrado melhora na margem, dia após dia, vindo de uma semana boa. E há fluxo de capital estrangeiro entrando", o que ajuda a entender o ajuste no dólar, que "caiu bastante hoje frente ao real", diz Marcatti. "Possibilidade de pacificação na Ucrânia também contribui" para a melhora de cenário, acrescenta. Da agenda doméstica, ele destaca o IBC-Br acima do esperado para a abertura do ano, em janeiro, divulgado nesta manhã.
"Mesmo com ambiente de política monetária mais restritivo, a atividade econômica pelo IBC-Br, considerado como prévia do PIB, iniciou 2025 em ritmo mais forte do que se pensava, em alta de 0,9% na margem - o que também contribuiu para o avanço da Bolsa e a queda do dólar, na sessão", diz Virgílio Lage, especialista da Valor Investimentos.