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TNOnline: Com alívio de riscos com PEC dos Precatórios e Ômicron, Ibovespa sobe 1,70%
O Ibovespa consolidou hoje o terceiro dia consecutivo de alta e fechou o dia no melhor patamar em quase um mês. A percepção é de que, os riscos que vinham impedindo uma alta nas últimas semanas foram minimizados e a bolsa encontrou espaço para se equiparar aos mercados internacionais. A avaliação dos estrategistas é de que o índice estava subvalorizado e hoje encontrou nas commodities o impulso necessário para correr atrás do prejuízo. Assim, o índice terminou o dia em alta de 1,70%, aos 106.858,87 pontos.

O Ibovespa consolidou hoje o terceiro dia consecutivo de alta e fechou o dia no melhor patamar em quase um mês, desde 12 de novembro. A percepção é de que, com os riscos que vinham impedindo uma alta nas últimas semanas minimizados - o imbróglio com a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) dos Precatórios e os riscos com a variante Ômicron da covid-19 - a bolsa encontrou espaço para se equiparar aos mercados internacionais. A avaliação dos estrategistas ouvidos pelo Broadcast é de que o índice brasileiro estava subvalorizado e hoje encontrou no exterior positivo e na alta sustentada das commodities o impulso necessário para correr atrás do prejuízo. Assim, terminou o dia em alta de 1,70%, aos 106.858,87 pontos.

"Com cenário político mais ameno, agenda de indicadores mais esvaziada e o mercado brasileiro muito subavaliado, contando com cenário internacional positivo, isso faz com que a gente tenha, mesmo com dólar a quase R$ 5,70, um Ibovespa expressivamente positivo hoje", comenta Ariane Benedito, economista da CM Capital. Na máxima do dia, o índice chegou a tocar os 107.498,23 pontos, uma alta de 2,31% frente aos 105.069,69 pontos da abertura e também mínima do dia.

Para Flávio Aragão, sócio da 051 Capital, a resolução de boa parte do imbróglio em torno da PEC dos Precatórios retira uma pedra no sapato dos investidores. "Você tinha um mercado lá fora bem bom nos últimos meses e aqui muito travado com Brasília. A PEC está praticamente encerrada, tira um risco muito elevado do mercado. É um grande ponto de virada do mercado", aponta.

Na última quinta-feira, a PEC foi aprovada pelo Senado mas, como teve várias alterações por parte dos parlamentares, precisará passar pelo crivo da Câmara novamente. Ambas as casas avaliam hoje, em reunião de presidentes e lideranças, se vão promulgar trechos consensuais ou se tentarão votar toda a matéria - e, sobretudo, se isso será possível esse ano. O fatiamento da proposta não causa grande incômodo ao mercado, que acredita que o principal problema - no que diz respeito a abertura de espaço fiscal com a mudança no teto de gastos - parece ser um consenso e está resolvido dentro da PEC.
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Com a retirada do risco doméstico, o Ibovespa encontrou espaço para seguir o bom humor externo. Com notícias de que a variante Ômicron pode não ser tão letal quanto a delta, as bolsas americanas e europeias tiveram um dia de ganho robusto, com Dow Jones fechando em alta de 1,87%.

Para o banco singapuriano DBS Bank, essa semana será "crucial" para uma leitura melhor sobre a severidade da Ômicron. "Até o momento, mortes e admissões hospitalares estão silenciosas em relação ao aumento de casos na África do Sul. Assumindo 1 a 2 semanas de defasagem (entre a contaminação e os efeitos mais graves), como esses dois itens vão se comportar vai direcionar o sentimento do mercado", aponta em análise publicada nesta segunda-feira.

Além disso, as commodities também deram impulso para o comportamento positivo do Ibovespa hoje. O petróleo fechou em forte alta nessa segunda-feira, com o WTI para janeiro em alta de 4,87% e o Brent para fevereiro, 4,58%, com a amenização do risco Ômicron sobre a demanda global. Com isso, as ações da Petrobras, PetroRio e Braskem avançaram, com esta última entre as maiores altas do índice (9,75%).
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A alta do minério também levou a Vale a uma alta de mais de 5%. O índice setorial de materiais básicos da bolsa fechou com avanço robusto de 3,68%.

Aragão, da 051 Capital, emenda que, com a curva de juros menos pressionada nos vencimentos mais longos, com os riscos ao ritmo de recuperação da atividade global, o investidor começa a ficar mais confortável na bolsa. "Começa a ter juros mais aceitáveis. E já começa a colocar em dúvida para o investidor se vai sacar de fundos, diminuir aportes. (...). Acredito que a grande diferença é que Brasília está permitindo que os juros tirem pressão da parte de equities", completou.

Após ter apanhado nos últimos meses, o varejo teve desempenho positivo nesta segunda-feira. Com a curva de juros fechando na ponta mais longa e uma expectativa menos pessimista em relação à variante Ômicron do coronavírus, o índice de consumo teve desempenho de 1,06%. Destaque para Marisa Lojas que, após capitalização de R$ 249,99 milhões, chegou a ter ações negociadas em alta de mais de 15%.

As notícias melhores sobre o risco da nova variante também retiram pressão das aéreas, com Gol (+11,34%) e Azul (+10,57%) entre as principais altas do Ibovespa. "As aéreas foram muito subavaliadas com a expectativa sobre a Ômicron na semana passada. Hoje, além da reprecificação, tem os ganhos do próprio papel, que entram no preço, a propensão a risco", explica Ariane, da CM Capital.