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Estadão: Bolsas da Ásia fecham em alta, de olho nos dados de inflação dos EUA
As bolsas asiáticas fecharam em alta nesta quinta-feira, 10, à espera de dados de inflação dos EUA que podem influenciar a direção da sua política monetária. Em Tóquio o Nikkei subiu 0,34%; na China os mercados foram impulsionados por ações de montadoras e de empresas ligadas à energia renovável. O índice de Xangai subiu 0,54%, e o Shenzhen teve alta de 1,09%, com as expectativas voltadas para o índice de preços ao consumidor (CPI) de maio dos EUA, que será divulgado nesta quinta.

As bolsas asiáticas fecharam em alta nesta quinta-feira, 10, à espera de dados de inflação dos EUA que podem influenciar a direção da política monetária da maior economia do mundo. O índice acionário japonês Nikkei subiu 0,34% em Tóquio hoje, a 28.958,56 pontos, enquanto o sul-coreano Kospi avançou 0,26% em Seul, a 3.224,64 pontos, e o Taiex registrou ganho de 1,14% em Taiwan, a 17.159,22 pontos.

Na China continental, os mercados também ficaram no azul, impulsionados por ações de montadoras e ligadas à energia renovável. O Xangai Composto se valorizou 0,54%, a 3.610,86 pontos, e o menos abrangente Shenzhen Composto teve alta de 1,09%, a 2.422,58 pontos.

Já o Hang Seng ficou praticamente estável em Hong Kong, com perda marginal de 0,01%, a 28.738,88 pontos.

Desde o começo da semana, há muita expectativa para o índice de preços ao consumidor (CPI) de maio dos EUA, que será divulgado na manhã desta quinta. Nos últimos meses, cresceram temores de que a tendência de alta da inflação global, resultado do processo de retomada da economia mundial, leve grandes bancos centrais a reverter antes do previsto as agressivas medidas de estímulo monetário que adotaram em reação à pandemia de covid-19.

Em abril, a taxa anual do CPI dos EUA ficou em 4,2%, maior nível desde 2008 e muito acima da meta oficial de inflação de 2% do Fed, como é conhecido o BC americano.

Os últimos números da China, publicados nesta semana, também mostram aceleração dos preços locais. A inflação anual ao produtor, por exemplo, saltou para 9% em maio, alcançando o maior patamar em quase 13 anos.

Hoje também é dia de decisão de política monetária do Banco Central Europeu (BCE), mas o assunto ficou em segundo plano diante das preocupações com a inflação.

Na Oceania, a bolsa australiana seguiu o tom positivo da Ásia e terminou o pregão desta quinta-feira com novo recorde. O S&P/ASX 200 avançou 0,44% em Sydney, ao nível inédito de 7.302,50 pontos.