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Folha: Grécia deve cumprir compromissos, diz Merkel
A chanceler da Alemanha, Angela Merkel, e o presidente da França, François Hollande, pedirão ao primeiro-ministro da Grécia, Antonis Samaras, que cumpra os compromissos de reformas estruturais pedidos pelos credores para conceder o resgate de € 130 bilhões, concedido em fevereiro. "É necessário avançar nos acordos alcançados na última cúpula da UE, sobretudo no que respeita à supervisão bancária, para desse modo ajudar países como a Espanha".

A chanceler da Alemanha, Angela Merkel, e o presidente da França, François Hollande, pedirão ao primeiro-ministro da Grécia, Antonis Samaras, que cumpra os compromissos de reformas estruturais pedidos pelos credores para conceder o resgate de € 130 bilhões, concedido em fevereiro.

Em entrevista coletiva após o encontro, Hollande afirmou que é a vontade dos dois países que a Grécia permaneça na zona do euro, mas que deve fazer "esforços indispensáveis" para que isso seja possível. O presidente também pediu avanço nos acordos da última cúpula da União Europeia, em julho.

"É necessário avançar nos acordos alcançados na última cúpula da UE, sobretudo no que respeita à supervisão bancária, para desse modo ajudar países como a Espanha".

Já Merkel pediu o cumprimento das medidas de austeridade e pedirá a aplicação de reformas. "Para mim é importante que todos nos atenhamos a nossos compromissos, mas eu sugiro à Grécia a seguir em seu caminho de reformas".

As declarações dos dois principais chefes de governo da zona do euro mostram que será rejeitada a tentativa de Samaras em aumentar o prazo para os cortes de € 11,5 bilhões para garantir a volta do crescimento do país, em recessão a cinco anos.

Os dois países e o Eurogrupo deram declarações de que esperarão o relatório do grupo de credores, conhecido como troika, que deverá sair em meados de setembro. Os representantes da Comissão Europeia, do Banco Central Europeu e o FMI (Fundo Monetário Internacional) foram ao país no início deste mês.

PEDIDO

Na quarta (20), Samaras pediu aos credores mais tempo para fazer os cortes de € 11,5 bilhões previstos no resgate de € 130 bilhões autorizado em fevereiro ao país. "A única coisa que queremos é um pouco de tempo para respirar, para recolocar a economia nos trilhos e aumentar a renda do Estado".

"Que fique claro: não estamos querendo mais dinheiro, nos concentramos em nossos compromissos e em cumprimr nossos objetivos, mas é preciso retomar o crescimento porque isto permite reduzir os déficits", disse Samaras.

As declarações foram logo rebatidas pela chanceler alemã, Angela Merkel, e pelo presidente do grupo de ministros das Finanças da zona do euro, Jean-Claude Juncker, que estava em Atenas para conversas com Samaras.

Tanto a chefe de governo como o presidente do chamado Eurogrupo disseram que a prorrogação do prazo dependerá do relatório da troika, que deverá ser divulgado em setembro.

"No que se refere à prorrogação pedida pelo governo grego, teremos que esperar o informe a troika", disse Juncker, considerando que uma eventual saída do país da zona do euro seria um "grave risco" para todos os usuários da moeda única.

A Alemanha se manifestou diversas vezes contrária à revisão do cronograma de austeridade pedido à Grécia, em que o país é obrigado a fazer todos os cortes no Orçamento até o fim de 2014. O governo grego pede que o prazo seja estendido até 2016.

Os cortes ajudarão Atenas a diminuir a dívida pública, que está na casa dos 180% do PIB neste ano, para 120% em 2020.