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Reuters: Ibovespa recua com queda forte em Wall St e noticiário sobre Bolsonaro antes de pesquisa
A Bovespa fechou em forte queda nesta quarta-feira, com o forte declínio em Wall Street, que adicionou pressão aos negócios, que já refletiam a reação do mercado a declarações do candidato à Presidência do PSL, Jair Bolsonaro, sobre temas econômicos. O Ibovespa caiu 2,8 por cento, a 83.679,11 pontos, na mínima da sessão. O giro financeiro somou 14,6 bilhões de reais. A bolsa fechou com investidores na expectativa da divulgação de pesquisa Datafolha ainda nesta quarta-feira, a primeira sondagem para o segundo turno da eleição presidencial

O Ibovespa fechou em forte queda nesta quarta-feira, com o forte declínio em Wall Street adicionando pressão aos negócios, que já refletiam a reação do mercado a declarações do candidato à Presidência do PSL, Jair Bolsonaro, sobre temas econômicos.

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa caiu 2,8 por cento, a 83.679,11 pontos, na mínima da sessão. O giro financeiro somou 14,6 bilhões de reais.

Na véspera, Bolsonaro afirmou ser contrário à privatização de ativos na área de geração de energia elétrica, assim como gostaria de manter o “miolo” da Petrobras, ao mesmo tempo em que disse acreditar que a proposta da Previdência “dificilmente vai ser aprovada” como está.

Para o analista Régis Chinchila, da Terra Investimentos, o mercado passou por forte realização de lucros. “Investidores ficaram preocupados com os comentários sobre reforma da Previdência e privatizações”, observou.

Notícias envolvendo o principal conselheiro econômico de Bolsonaro, o economista liberal Paulo Guedes, em investigações do Ministério Público Federal sobre fraudes com fundos de pensão de estatais também pesaram, disse o analista, lembrando que Guedes é o principal lastro para temas econômicos de Bolsonaro.

A bolsa fechou com agentes financeiros na expectativa da divulgação de pesquisa Datafolha ainda nesta quarta-feira, a primeira sondagem sobre a preferência dos eleitores para o segundo turno da eleição presidencial, em que Bolsonaro enfrentará o petista Fernando Haddad (PT).

Em Nova York, a alta dos rendimentos dos títulos do Tesouro norte-americano e preocupações sobre o comércio global, particularmente a disputa EUA-China, geraram aversão a risco. O S&P 500 caiu 3,29 por cento, com forte recuo de ações de tecnologia. O Dow Jones perdeu 3,15 por cento.
DESTAQUES

- GOL PN desabou 10,32 por cento, conforme a alta do dólar frente ao real abriu espaço para realização de lucros nos papéis da companhia aérea, que acumulavam até a véspera alta de mais de 30 por cento em outubro.

- ELETROBRAS ON e ELETROBRAS PNB recuaram 9,21 e 8,36 por cento, penalizadas pelos comentários de Bolsonaro, que também endossaram embolso de ganhos de mais de 45 por cento no caso das ações ON e de mais de 40 por cento nas PNB em outubro até terça-feira.

- MRV desabou 7,33 por cento, após divulgar na noite da véspera queda de 6,6 por cento nas vendas contratadas do terceiro trimestre ante mesmo período de 2017, a 1,445 bilhão de reais, embora a geração de caixa da companhia tenha dobrado, impulsionada por recebimentos de vendas anteriores.

- PETROBRAS ON caiu 3,7 por cento e PETROBRAS PN cedeu 2,87 por cento, corrigindo altas recentes, em meio ao ambiente mais adverso e tendo como pano de fundo a forte queda do petróleo no exterior.

- VALE fechou em baixa de 3,07 por cento, contaminada pela maior aversão a risco no exterior, com ações de mineradoras também recuando na Europa.

- SUZANO valorizou-se 2,22 por cento, encontrando na valorização do dólar suporte para se recuperar, assim como outras ações do setor de papel e celulose e exportadoras, como EMBRAER (+1,39 por cento) e WEG (+0,55 por cento).