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Reuters: Ibovespa fecha em queda pelo 4º pregão seguido com eleição no radar
A Bovespa fechou em queda nesta quinta-feira pelo quarto pregão seguido, o que ofuscou o efeito de resultados fortes, como o do Banco do Brasil. O Ibovespa caiu 0,48 por cento, a 78.767,99 pontos, e o volume financeiro do pregão somou 10,1 bilhões de reais. A queda acumulada na semana já alcança 3,27 por cento. Os investidores devem acompanhar nesta quinta-feira o primeiro debate na TV, Band, entre os presidenciáveis. Também há expectativa de divulgação de pesquisa encomendada pela XP Investimento para a sexta-feira.

A Bovespa fechou em queda nesta quinta-feira pelo quarto pregão seguido, com a falta de definições sobre o panorama eleitoral abrindo espaço para movimentos de realização de lucros após alta de quase 9 por cento em julho, o que ofuscou o efeito de resultados fortes, como o do Banco do Brasil.

O principal índice de ações da B3 caiu 0,48 por cento, a 78.767,99 pontos, tendo oscilado de alta de 0,39 por cento no começo do pregão a uma queda de 1,26 por cento no pior momento do dia. O volume financeiro do pregão somou 10,1 bilhões de reais. A queda acumulada na semana já alcança 3,27 por cento.

Com o cenário eleitoral ganhando cada vez mais espaço na avaliação de riscos, investidores devem acompanhar nesta quinta-feira o primeiro debate na TV, Band, entre os presidenciáveis. Também há expectativa de divulgação de pesquisa sobre intenções de votos encomendada pela XP Investimento para a sexta-feira.

Para o gestor-chefe da Garín Investimentos, Ivan Kraiser, a bolsa teve uma sessão de lado, enquanto segue na expectativa de novos eventos na esfera eleitoral, com o quadro ainda sem mudanças relevantes.

As últimas pesquisas eleitorais ainda mostraram um cenário bastante incerto, com elevado percentual de indecisos. A campanha começa oficialmente apenas na próxima semana e os programas na televisão e rádio no final do mês, o que pode fazer diferença nas intenções de votos.

Na visão de gestor de uma administradora de recursos do Rio de Janeiro, contudo, o fato de a situação ainda não se mostrar animadora em relação às expectativas no mercado de um candidato mais ao centro, liberal e reformista, ajuda a explicar os recentes movimentos dos ativos locais.
DESTAQUES

- BANCO DO BRASIL subiu 2,97 por cento, após divulgar alta robusta do lucro no segundo trimestre, apoiado em menores despesas com provisões para calotes, maiores receitas com tarifas e na expansão das receitas com crédito para pessoas físicas. O BB também previu maior agressividade no crédito nos próximos meses. Para o BTG Pactual, foi um resultado bastante forte e de boa qualidade.

- ITAÚ UNIBANCO PN caiu 0,53 por cento e BRADESCO PN cedeu 1,04 por cento, ainda entre as maiores pressões de baixa, embora se afastando das mínimas mais cedo, conforme seguem vulneráveis a expectativas sobre o cenário eleitoral.

- VALE recuou 1,07 por cento, ajudando na queda do Ibovespa em razão do peso relevante que detém na composição do índice.

- ENGIE BRASIL ENERGIA avançou 4,51 por cento, tendo no radar lucro de 589,2 milhões de reais no segundo trimestre, avanço de 20 por cento na comparação anual. Além de resultado forte, a Coinvalores acrescentou que a companhia divulgou boa distribuição de proventos. A Engie Brasil também disse que comprou acesso à sala de informações sobre o processo de privatização da geradora paulista Cesp, cujo leilão está agendado para 2 de outubro.

- MARFRIG recuou 4,02 por cento, liderando as perdas no setor, com JBS caindo 3,92 por cento e BRF, que divulga resultado na sexta-feira antes da abertura da bolsa, encerrando em baixa de 3,06 por cento.

- PETROBRAS PN fechou em alta de 0,99 por cento, apesar do enfraquecimento dos preços do petróleo no exterior e da cautela com o cenário eleitoral. A companhia informou nesta quinta-feira que recebeu uma devolução de 1,034 bilhão de reais por meio de acordos de colaboração e leniência celebrados no âmbito da Operação Lava Jato, da Polícia Federal.

- COSAN encerrou em baixa de 2,61 por cento, após divulgar prejuízo líquido de 64,3 milhões de reais no segundo trimestre, com os protestos de caminhoneiros em maio impactando o desempenho de parte de seus negócios. A geração de caixa, medida pelo lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda), totalizou 803 milhões de reais entre abril e junho deste ano, praticamente estável em relação ao observado em igual momento de 2017.
Notícias Principais
9 de Agosto de 2018 / às 17:47 / ATRÁS 17 minutos atrás
STJ rejeita libertar Lula para fazer campanha

Redação Reuters

2 Min, DE LEITURA

BRASÍLIA (Reuters) - A 5ª Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) rejeitou, por unanimidade, um pedido da defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para permitir que ele deixasse a prisão e pudesse participar da campanha eleitoral, até o julgamento pelo tribunal do recurso que vai analisar o mérito da condenação do petista no processo do tríplex do Guarujá (SP).
Ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva 13/12/2017 REUTERS/Adriano Machado

A decisão foi tomada pelo colegiado no dia 2 de agosto, mas foi divulgada pela assessoria de imprensa do tribunal apenas nesta quinta-feira.

A turma confirmou decisão individual dada no dia 11 de junho pelo relator, ministro Felix Fischer. A defesa de Lula pediu uma liminar para atribuir um efeito suspensivo ao recurso contra a condenação do TRF-4, o que, na prática, poderia retirar o ex-presidente da cadeia, onde está desde abril cumprindo pena.

Segundo a assessoria do STJ, o TRF-4 ainda não enviou ao tribunal superior o recurso que questiona o mérito da condenação no caso do tríplex —chamado de recursos especial.

No julgamento pela 5ª Turma, o ministro Felix Fischer ressaltou que, embora o recurso especial tenha sido admitido entre a data da decisão monocrática individual dele e o julgamento do pedido de liminar pelo colegiado, “não se vislumbra a presença de qualquer fundamento apto a desconstituir a decisão proferida anteriormente”.

Por Ricardo Brito
Notícias Principais
9 de Agosto de 2018 / às 16:02 / ATRÁS 2 horas atrás
Aumento salarial de ministros do STF elevará despesas em R$4 bi em 2019 se aprovado
Por Marcela Ayres

4 Min, DE LEITURA

BRASÍLIA (Reuters) - A proposta de aumento salarial de 16,38 por cento dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) implicará gasto adicional total de 4 bilhões de reais em 2019, a ser incorporado como despesa de pessoal, de execução obrigatória, segundo cálculos das consultorias de Orçamento da Câmara dos Deputados e do Senado informados à Reuters nesta quinta-feira.
REUTERS/Ueslei Marcelino

Segundo o levantamento, a União será impactada em 1,4 bilhão de reais e os Estados em 2,6 bilhões de reais, caso a elevação seja aprovada pelo Congresso Nacional.

Na véspera, ministros do STF aprovaram o encaminhamento da proposta de reajuste de seus salários ao Ministério do Planejamento para 39.293,32 reais, ante 33.763,00 reais hoje, como parte do Orçamento para 2019 da corte.

O possível encargo deve pressionar ainda mais as contas públicas, em outro ano para o qual a meta é de forte déficit primário: 132 bilhões de reais para o setor público consolidado, o sexto rombo consecutivo do país.

Mesmo assim, membros da própria equipe econômica admitem que será difícil trabalhar para escapar de seus efeitos. Apenas o Congresso poderia barrar a proposta, lembrou uma fonte com conhecimento do assunto ouvida pela Reuters, citando a provável indisposição dos parlamentares em agir dessa maneira um função da autonomia dos Poderes.

Segundo outra fonte, que também falou na condição de anonimato, no caso da União, essa elevação nas despesas de pessoal diminui, em tese, o espaço já reduzido dos gastos discricionários —aqueles que o governo pode livremente administrar.

Isso significará corte em outras áreas já carentes de recursos, como investimentos, em função da regra que limita o teto dos gastos.

Em outra frente, a iniciativa também reduz o apelo de outra medida do governo para buscar alguma economia fiscal no próximo ano. Na quarta-feira, o Ministério do Planejamento propôs ao presidente Michel Temer o adiamento do reajuste dos servidores civis de 2019 para 2020, prevendo com isso economia de 6,9 bilhões de reais no Orçamento do próximo ano.

O governo já havia tentado adiar o reajuste dos servidores para ter uma economia fiscal em 2018. Entretanto, a medida não foi votada pelos parlamentares em meio à forte pressão exercida por grupos contrários à postergação.

Com a perspectiva de aumento no vencimento dos ministros do STF em 2019, a tendência é que esses grupos marquem forte oposição ao congelamento salarial.

“É risco fiscal na veia”, resumiu uma das fontes.
EFEITO CASCATA

O STF argumentou na quarta-feira que o aumento dos salários dos ministros não provocaria dano aos cofres públicos, uma vez que os recursos necessários para o incremento seriam obtidos por um rearranjo interno dos gastos do próprio tribunal.

Na prática, contudo, essa elevação impactará os subsídios da magistratura federal e dos ministros do Tribunal de Contas da União (TCU). Como há vinculação automática entre os vencimentos da magistratura federal e estadual, os gastos dos Estados também reagirão em cadeia.

Além disso, o aumento elevará o teto dos benefícios que podem ser acumulados pelos servidores além do salário, limite este que corresponde ao salário dos ministros do STF.

Nas contas das consultorias de Orçamento da Câmara dos Deputados e do Senado, o impacto será de 400 milhões de reais para Executivo, Legislativo e Defensoria Pública da União; de 717 milhões de reais no Judiciário e de 258 milhões de reais no Ministério Público da União (MPU), perfazendo o 1,4 bilhão de reais para a União.

Já o cálculo de 2,6 bilhões de reais para os Estados considera o efeito cascata observado para os Tribunais de Contas Estaduais, para a magistratura estadual, Procuradorias Estaduais e também para os Ministérios Públicos Estaduais.